Para Vargas Llosa, escritor uruguaio Juan Carlos Onetti não foi reconhecido

Agencia ANSA

O escritor peruano Mario Vargas Llosa considerou que a obra do uruguaio Juan Carlos Onetti (1909-1994) ainda não obteve o reconhecimento que merece e disse que pode viajar, em breve, a Montevidéu para apresentar seu ensaio sobre o autor, "El viaje a la ficción".
"Onetti é um dos grandes escritores modernos que não foi reconhecido como tal", afirmou o premiado escritor e dramaturgo peruano, que atuou também como jornalista e político, em uma entrevista concedida o jornal uruguaio El Observador em Nova York.
O escritor uruguaio, autor de "El Astillero", "inventou uma cidade ficcional, Santa Maria (centro de suas novelas, ndr), que passou a ser o símbolo não só de Montevidéu, mas de todo o mundo em torno do rio da Prata", disse Llosa.
Acrescentou ainda que, com Onetti, ganhador do Premio Cervantes de literatura em 1980, "a literatura latino-americana saiu do ambiente rural e pitoresco e entrou na modernidade urbana".
Sobre uma possível viajem ao Uruguai, o escritor peruano afirmou que agora tem a "desculpa perfeita" para faze-lo. "Gostaria muito de apresentar o livro ("El viaje a la ficción") em Montevidéu e de percorrer os lugares onde Onetti viveu e escreveu", declarou.
Onetti morreu em 30 de maio de 1994 em Madri, onde viveu os últimos 19 anos de sua vida. Pouco antes de falecer, em 1993, publicou a obra "Cuando ya no importe", considerada seu testamento literário.